quinta-feira, 28 de agosto de 2008

HILÁRIO POLÍTICO


Por favor... parem de falar de seus candidatos. Serei obrigado a ridicularizá-los.

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E por falar em ridículo, tive, antes de ontem, uma imensa prova de aculturação política e de interesses coronelistas em nossa Pelotas. Poderia até falar mais acerca do assunto que envolve o magnífico reitor de nossa universidade local, mas não o farei para não parecer um chato de galocha e politiqueiro, como ele é. Ficarei sentadito, com o capim no canto da boca e meu chapéu de palha, pescando as ilusões de uma realidade concreta, onde haja realmente ações reais de melhora e não cessões de contrapartida interesseira. Nada nos é dado como esmola do bom pai... Escola de qualidade é meu direito e não é preciso pinico ou pelego nesta relação. Afinal, meu pai morreu pagando contas...

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Último detalhe: há sempre a possibilidade de eu estar equivocado. De repente eu nem exista e seja uma ilusão de alguém, e este alguém pode ser um outro eu, de alguma outra dimensão, vai saber... Mas se eu, este eu que agora tecla, realmente exista, é impossível outro igual e, portanto, expresso-me com a real ilusão de que posso representar nada, mas o nada é, sempre, imensurável.

LOBISMODA


Tem coisas que as pessoas normais nunca saberão, como, por exemplo, se Jesus teve filho, se a galinha nasceu antes do ovo ou se Hitler era mesmo aquele pipoqueiro de Bagé. Mas tem coisas que a gente, de um jeito ou de outro, descobre. Você, por acaso, saberia como tirar um lobisomem da toca? Pois eu sei!
O Alexandre Mattos, vulgo MM, é o novo lobisomem da cidade. Depois de locar uma baia na Anchieta fundos, ninguém mais vê ele. Os amigos acreditam que o cabelo e barba dele estão gigantes (assim como as unhas) e ele já se transmutou a um ser, digamos, mundodamodista.
Se quiser tirar o lobisomem da toca, grite! Mas grite mesmo!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

SE VOCÊ QUISER EU VOU TE DAR UM AMOR


Desses de cinema...

APOLITIQUEI-ME

Eu não curto escrever quando estou indignado. Eu prefiro deixar a indignação passar e, depois, escrever sarcástica ou satiricamente. Já falei que não discuto política, apolitiquei-me. Nada contra a ciência de estudo da pólis grega (Política) que historicamente se mantém como o método dialético e sociológico de identificar e sanar os problemas da comunidade... Mas é aquele velho papo: política é diferente de politicagem. Hoje há politicagem, tão-somente. É a teoria do tu defende o meu, eu defendo o teu, e nós nos defendemos. Até porque, em época de eleição, é legal a gente antenar na realidade de que nenhum político está preocupado com a comunidade, mas sim com seu emprego. E isto vale pra um Executivo inoperante e propagandeiro e pra uma cambada de vagabundo que senta a bunda branca no legislativo mantido por mim (e por você também). É que recém agora vai cair a ficha de que a democracia é uma balela...

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O mais legal de tudo é reparar nas garantias públicas que temos. A saúde pública... as estradas... a educação. Tudo prato cheio pro Ari Toledo. Cria-se alternativas pro sistema falido, como planos de saúde, pedágios "restauradores" e entidades privadas, mas nenhuma delas chega ao Zé Dassilva.
Ano passado o Zé Dassilva ficou feliz porque entrou na Universidade. Ele nem discute o método excludente e injusto do vestibular, nem cotas pra negros nem corrupção da reitoria. Claro... ele é só o Zé, gente! Só que na UFPel a coisa tá ficando feia e o Zé já tá ficando enjoado. É que além dos escândalos politiqueiros (dois quais o Zé também tá por fora), o curso do Zé não recebe grana pra nada... os equipamentos estão sucateados... a biblioteca é uma piada... entre outras coisas, o que faz com que o curso do Zé seja virtualmente cambaleante.
Enquanto isso, os amigos do Cecê (mais de 700) brincam de gastar dinheiro... Os amigos do Zé também querem, claro... Só que não foram gentilmente convidados...

CECÊ

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Hoje me deu vontade de escrever sobre meu amigo Cecê.
O Cecê é um brother bacana e muito prestativo. Ele é funcionário público, o Cecê, embora nunca tenha gostado muito de ler ou estudar. Talvez seja por isso que o Cecê nunca conseguiu um emprego sequer, mas seu pai sim... Seu pai consegue emprego pra todo mundo, inclusive pro Cecê, já que é intimamente ligado à Ku Klux Klan e à redes ultrassecretas e subterrâneas de poderio internacional.
Embora saiba de tudo, Cecê segue ingênuo, como se tivesse sempre os mesmos 5 anos de idade. Na real, você só não pode deixar o Cecê falar muito, senão ele acaba por falar verdades que nem são dele e assim o pobre do Cecê acaba por ser preconceituoso, racista e coronelista.
Mas tudo bem, repito. O Cecê é meu amigo. E ele tem certas habilidades, como você pode ver aí em cima. As imagens foram gravadas por um irmão dele, o Emergencial (apelido dos tempos de prefeitura), em um dia de expediente fraco.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

THOMAZ DRINK

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Eu tenho um amigo alemão, o Thomaz Drink, que é uma figura. Ele bebe como um russo, fuma como um turco, dorme como um urso e come feito um americano. A única coisa que ele faz à moda alemã é teimar. Eu disse pra ele: Pô Thomaz... como tu teimas cara! E ele: Não teimo, não teimo e não teimo.
Mas o fato é que ele teimou que nunca houve o milagre da multiplicação do vinho. Pra ele, Yeshua só fez o milagre do pão.
Aí, Thomaz, está a prova de que se pode, sim, multiplicar o vinho. Não se pode é dirigir bebum... Porque os azuizinhos estão fazendo a multiplicação das multas...

ÔZÉ


O Sol
derramando luz na vidraça da vida
acordou não só o Zé Geraldo
[pras belezas invisíveis

É que da janela dos olhos de todos
nunca se vê
a mesma paisagem...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

MÁXIMA DA RAPADURA

A vida é doce mas não é mole!

RETROVISOR DE PORTA

Quebrou o espelho direito do fusca... Não sei se eu rateei ou se alguém, no auge de sua maldade, machucou o meu pipoca. Mas tudo bem... a vida é pra frente, e é por isso que existe espelho.
Mas o fato é que eu consegui instalar o espelho quebrado do lado da porta da minha casa. É que o portão fica tri loooooonge e quem chega não consegue, daquela distância, ver se a porta está aberta ou fechada. Então, quando alguém vai bater lá em casa, eu me posiciono estrategicamente na porta e olho pelo retrovisor. Se for Gente Boa eu abro. Se for um mala-sem-alça, como o Lelé da Cuca, eu não abro. Pode demolir o sino: não abro.
Isso não significa que se tu fores lá em casa, bater e ninguém abrir, eu te considere um mala-sem-alça. Pode ser que eu não esteja mesmo. Há sim esta possibilidade. Mas se tu, no âmago do teu imo, tiveres certeza muito-mais-que-absoluta que não és um mala-sem-alça, então pode pular a grade que o cachorro é manso.

A GRANDE MATEMÁTICA

Nunca entendi porque aquela minha gorda professora de matemática sempre me chamava atenção... Certamente queria que eu me silenciasse, como faço agora com este meu cachorro preto...
Ora, professora,
Pra equação da vida
[que por ser infinda não tem resultado

cada pessoa acha a resposta que lhe convém

Me deixe brincar enquanto a aula não acaba...
Me deixe criar um X pra tudo,
falar de flores, de viagens...

Me dê uma aula de vagabundagem
Que hoje eu quero aprender
a dormir na grama.

EU?

Vejo gente entre as esquinas...
Nos andares, passos para o nunca... a busca incessante do rumo... a fuga constante do antes...

Aqui, onde moram as exatas coordenadas, sinto que o tempo esqueceu de tudo. Talvez a chuva nunca vá parar, ou quem sabe Deus, viajando num cometa, tenha voltado pras charqueadas buscar outro negro morto...
Vejo fantasmas
E vejo almas que ainda vivem (sem saber porquê)

Não tenho sonhos, não tenho nome, nunca conheci ninguém
Sou apenas fruto que caiu sozinho
no chão morno da existência.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

25

(Para Nena)

Uma flor abriu no mundo
Como se o mundo ainda fosse mundo
E a semente, forte e fértil,
Fez brotar o que eu ainda nem sabia
Do que sou, do que procuro...

E por ser tão bela e simples,
Cai de ti orvalho prata
E o chão que tocas
Faz estar sempre abençoado
Os cantos da Terra

Solta ao vento teu sorriso
E deixe que te sigam
Os colibris da vida...

AMOR HERMANO

Juanito, viene cá perfavore!
Si?!
Un trabajo pra osted: tendrás que matar a Sandrito Pocamonta.
Sandrito Pocamonta? Yo no puedo señor! Sandrito Pocamonta mamou nas teta de mi madre!
Mas yo te pago $30 mil pelo serviço!
Señor... já to começando a odiar aquele muchacho!

domingo, 3 de agosto de 2008

RAJENESH NUDI


É a feiura
Que tentamos esconder...

DALI DAQUI


Eu não sou Dali
Eu não sou daqui
Eu não sei de nada
Apenas me mandaram perguntar
Se chegou a encomenda

Quando eu cheguei, já estava tudo assim
Exceto a TV a cabo e as velhas camisas de lã
[do Internacional

Na verdade,
eu só vim dar uma olhada
já tava saindo
[desculpa seu guarda...

(E quando passou da última porta, uma voz distante gritara seu nome. Preferiu então, fazer de conta que não era consigo, e partiu levando sua cadeia genética, um pacote dos Correios e algumas moedas. Quando encontrou um ente - parecia até o Charlton Heston -, que lhe pedira como foi viver, Dali disse: "Lá embaixo eu sigo vivo"!)

NOVA EM FOLHA


Esqueça as ranhuras, garota,
E as rugas que a vida te põe na cara
Fotossintetiza teus momentos
enquanto não cais do galho
da existência.

GOTA DE ARCO-ÍRIS


Se o mundo é formado por zilhões de imagens que não vemos, sons que não ouvimos, lugares que não conhecemos, fatos que ignoramos, coisas e mais coisas (como nomes científicos, curiosidades das moléculas, músicas e mantras, segredos religiosos...) que nem sequer poderíamos imaginar, como posso responder quem sou?
Meu nome é muito pouco...

Sou apenas uma gota que, constantemente, deixa de ser gota pra se emaranhar na imensidão do mar...

PESCARIA ETERNA


Resignado
Ele cria durar mais que o mar
Sem perceber que há milênios
Mar e homem são um só...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

INFINITA MENTE


Achei pedaços soltos
do que tu falavas
colei nos dedos sangue,
o pranto em chamas

e decidi
[que a partir de então

eu era o próprio fundamento
da palavra vida

deixei que os sonhos
se tornassem nuvens
e pus no hoje
o amanhã constante
e por ser errante
o fantasma pensamento
foi por noite afora
procurar por si

claro
é claro que se sabe
que o infinito
é a mente em fuga.