segunda-feira, 29 de julho de 2013

UM HOMEM SOLITÁRIO


Perdido num ponto entre a liberdade e o conceito, resta ao homem solitário, frente à dúvida e o acaso, a sobrevivência.

[como todos sobrevivem

Iludido pelo fracasso e pelo êxito, receoso a cada nova dúvida... Quem vai e quem fica neste mundo tão escuro e belo? O que esperar do amor? Este amor que ao mesmo tempo é glória e ruína; que se torna cinza pelos métodos e vira apenas mais uma responsabilidade nesta vasta carta social...
Ele percebe, então, que a solidão é tanto caos quanto porta aberta... que nascera nu e morrerá sozinho, e que tudo entre estes dois acontecimentos, nascimento e morte, é ilusão regada de vontades transpassadas por gerações, impregnadas na genética do lobo por outros lobos, solitários como ele, enganados, como ele, pela falsa noção de eternidade...

***

A vida
É um curto-circuito entre duas eternidades de escuridão.
O nascer então é o estopim do brilho
E o morrer não merece as cínicas verdades de uma tarde de velório...

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