sábado, 27 de março de 2010

PIUÍ


Somos todos passageiros de uma rápida viagem... por isso não importa o que dizem os deuses... os deuses existem por causa dos homens. Sem eles, viveriam (sozinhos e felizes) no seu imenso vazio.
Não importa a política que crês... tuas ideologias: é tudo tão fugaz... efêmero...
Não importa o que comes ou escreves... não importa nada, nada chega ao fim da estrada... tudo se transmuta no caminho interminável... os elos da corrente se sucedem... as unidades se extinguem, mas o todo segue em pé, se funde, ebule, vira pó... mas até o pó segue sendo a coisa...
Só o que importa é a forma com que lidas com teu amor e medo... é isso que define se o que virá é brasa ou cinza.

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A vida é um trem daonde os mortos descem.

ULTRA-REALISMO


Max Ferguson e Addam Sttennet são dois nomes do ultra-realismo moderno. O ultra-realismo é uma técnica de pintura que se firmou na Renascença para retratar anjos e demônios, mitos e seres com uma convincente realidade, séculos antes da invenção da máquina digital e do Photoshop.
Ao ver uma obra do ultra-realismo, fico boquiaberto pela perfeição e detalhes, pormenorizados na ponta de um simples pincel, controlado, por sua vez, por um gênio nem tão simples assim.

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E eu ainda não sei se sou o que eu penso que eu sou; ou se sou o que pensam que eu sou; ou se as duas coisas somadas é o que sou... até o nome que eu uso não fui eu quem escolheu e minhas circunstâncias são, todo dia, diferentes.
Sou uma pintura ultra-real da minha momentânea mente...

sexta-feira, 26 de março de 2010

BEBÊ DE PROVETA


Dr. Howard Jones Jr., cirurgião americano que criou a técnica in vitro de inseminação artificial e ajudou na "confecção" do primeiro bebê de proveta dos EUA, disse que "a reprodução humana é um processo ineficiente", pois apenas 20% dos encontros entre óvulo e esperma resultam em óvulo fertilizado com potencial de gestação.
Isto significa que a regra é não emprenhar, e o anormal é a gravidez. Segundo ele, o processo natural está ficando ultrapassado.

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Pode ficar ultrapassado, mas eu quero seguir o modelo antigo sempre.

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Aí o colono foi consultar e, papo-vai, papo-vem, o doutor comentou com ele que sua moderna e prática medicina alopática tinha criado o tal "bebê de proveta". O colono reagiu:
Como ansim vosmecês criaram? Se eu, eu mes, já tenho dois fio que nasceram de proveta...
O médico se surpreendeu: Como assim, seu Genuíno? O senhor tem dois filhos de proveta?
Craro! A muié tava tomano banho e dexô caí o sabão no chão. Aí quano ela se agaxa pra pegá o sabão eu chego por trais e proveto.

A FANTÁSTICA SAPATARIA DE BUSCHO


O texano e ex-presidente yankee George W. Buscho esteve em visita ao Haiti, acompanhado de Bill Clítoris, também ex-presidente americano. Foram, sem dúvida, em uma visita de marketing internacional, num péssimo teatro faz-de-conta, com o tradicional roteiro em que os EUA aparecem como a salvação do mundo.

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O Superman tem um pentágono no peito e pode tudo usando sua roupa azul, vermelha e branca, sob o pretexto de saber o que é melhor pro planeta... Mas o Superman caiu do cavalo e se ralou, pois seu pentágono não era tão forte assim... Agora chegou a vez do seu papai, o velho Sam, cair também de seu velho pangaré, outrora formoso...

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O fato é que o Buscho, após cumprimentar um haitiano, limpou sua mão na camisa do Clítoris, fato registrado por uma câmera indiscreta, e que deixou seu amigo Bill meio sem jeito... Ora bolas, Buscho, precisava deixar tão claro o asco que vocês têm pelo submundo econômico? Ou será que a pele negra lhe incomoda o tato?
Se cada pessoa violentada pela política estadosunidense jogasse um sapato em Buscho, o Texas seria uma gigantesca sapataria...

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Aquela branquela mão sujou muito mais a Terra...

quinta-feira, 25 de março de 2010

CAÇA CAÇADORA


Um caçador se ferrou na África do Sul ao entrar, ilegalmente, com dois companheiros, numa reserva florestal, para ver se suas armadilhas (também ilegais) haviam capturado algum animal. Só que um bando de hipopótamos se rebelou e deu cagaço geral no trio, que fugiu, separadamente, cada um por si e os hipopótamos por todos. Dois sujeitos conseguiram sair do parque, mas o terceiro acabou encontrando um grupo de leões, que o devorou. O caçador virou caça, que legal. Encontraram só o crânio e as roupas dele, de certo porque os leoninos não devem curtir cabeça (só na sopa) e as roupas não lhes serviram...

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O fato é que, se você se perder com amigos numa reserva florestal e estiver próximo de um ataque de leões, você não se preocupe com os felinos... É certo que eles são muito mais fortes e ágeis e correm muito mais que você... é certo! Mas você não precisa correr mais que um leão: basta ser mais rápido que um amigo.

JAH I


Tranluzentes andam mais como leões que como cordeiros.
A solidão e a individualidade os ensinam.
A multidão não sabe pra onde vai... Ela anda junto e isso nos faz pensar que ela sabe para onde está indo, mas a multidão não sabe.
A multidão não sabe nada de si... ela não pode me ensinar quem sou... ela pode apenas me mostrar muito do que eu não quero ser.

quarta-feira, 24 de março de 2010

CONJECTURA DE POINCARÉ


A conjectura de Poincaré afirma que qualquer variedade tridimensional fechada e com grupo fundamental trivial é homeomorfa a uma esfera tridimensional. Ou seja, num espaço com três dimensões fechado, sem "buracos" deve ter a forma de uma esfera.
Barbadinha.

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É que o russo Grigory Perelman, que decifrou a conjectura, se negou a receber U$ 1 milhão do Instituto Clay pelo desafio. Em agosto de 2006, ele não foi receber a Medalha Fields, condecoração equivalente ao Nobel para os matemáticos, e disse, através da porta fechada, que já tinha tudo o que queria.

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São decisões estranhas, mas perfeitamente entendíveis. O amor suplanta o valor. Isso me faz lembrar da história do gaúcho, que chegou num bar e viu um cartaz que dizia:

Água - R$ 1,00
Canha - R$ 1,50
Pastel - R$ 2,00
Sanduíche de frango - R$ 3,00
Carinho nos órgãos sexuais - R$ 5,00


Ali ele falou pra atendente, depois de revisar a carteira e ver que não lhe faltaria dinheiro.

Moça... é a senhorita mes que faz carinho nos órgão sexual?
Ela respondeu, com voz de tigreza:
Sim, gauchão... sou eu mesma.
Então lava bem as mão e me frita um pastel!

MORAL DA HISTÓRIA: A lógica nem sempre é lógica.

PECADOS

domingo, 21 de março de 2010

AMOR E MEDO


Eu pergunto pro cara qual o contrárioo de amor... tem 4 letras e termina com O. Ele sempre responde que é o ódio. Todo mundo responde, afinal, a gente vem aprendendo assim há décadas. Contudo, creio que o oposto perfeito do amor não seja o ódio, pois o ódio é um sentimento criado racionalmente... ele não é inato, como o amor. O ódio é o caldo de um sopão feito de cobiça, vingança, competitividade e vaidade. O ódio é criado pela mente... o amor vem de fábrica, é a matéria-prima das almas.

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O contrário exato do amor é o medo... É o medo quem estimula as sensações que impedem o fluxo da positividade. É no medo que surgem as diferenças, o preconceito, os dogmas... as limitações. O medo expõe a dúvida, que leva ao fracasso. O medo, mesmo que integre todos os caráteres, é o ponto da vírgula do bem...

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Quem tem amor, não tem medo.

É TER


A vida, breve vida,
tão breve quanto um nome na areia...
tão curta quanto um beijo no sol...

Nem me dá, ao ver a revoada de pássaros,
vontade de pensar no fim
pois o fim me quer é de surpresa,
de sobressalto...
fingindo não ser o recomeço,
do outro lado do espelho...

Que o pior do fim não é ter que morrer...
O que mais me dói é ter que deixar de viver...

sexta-feira, 19 de março de 2010

O DANÇARINO


Nilso era o nome dele. O nome real dele, embora O Dançarino, como era conhecido, nunca havia antes necessitado de um nome específico... Sua função era chegar, sempre, cotidianamente, às 13h30min, na frente da loja de tecidos e dançar com sua boneca Flora (nome dado por ele em homenagem à tia) músicas mecânicas do tipo que o povo gosta.

[O gerente comercial do empório gostava também... Achava bonitinho o cara que dançava com a boneca, além do mais, atraía o público que passava zumbi pelas calçadas do comércio. Por isso, Nilso, ou O Dançarino, tinha salário fixo e carteira assinada.

O fato é que Nilso, quando não estava O Dançarino, tinha uma vida pacata na vila em que morava. Era casado há 12 anos com a Filomena e, da mesma forma com que o tempo muda tudo, mudara também o sentimento entre os dois. Mudara mesmo, este tal de tempo, ao ponto de que Filomena começou a ficar irritadiça pelo comportamento de Nilso para com a boneca Flora. É que depois do emprego, Nilso dava atenção exagerada à boneca... Todo dia pequenos retoques em sua vestimenta, costurada à mão, com devoção e capricho que sua mãe ensinara... Buscava em catálogos e brechós alguns adereços pra Flora... perucas, meias e saiotes... e a presenteava com perfumes de plantas diversas. Mais: Nilso passou a aparar a barba diariamente, coisa que não fazia desde a época do quartel, e a se arrumar meticulosamente, do penteado ao sapato de courvim. Tudo para Flora... Tudo...
Filomena começou a se sentir escanteada, esquecida, mal-amada. Era como se fosse a serviçal e Flora, a flor dos olhos de Nilso. Era como se a outra virasse a uma, e a uma virasse o nada.
Maquiavel que se vire no caixão, pois toda pressão gera uma revolução. Então certo dia, num descuido de Nilso, que saíra para beber com amigos, Filomena ficou sozinha com Flora em casa e partiu para a agressão... a temível agressão que uma faca de cozinha e uma mulher, gorda e brava, podem acometer a sua acossada vítima. Imóvel, Flora não esboçou resistência.
Quando chegara de manhã, Nilso encontrou sua parceira de dança estripada e decaptada no carpete da sala.

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Dias de silêncio, Nilso, magoado, sequer conversava com Filomena. Aquela atitude o feriu tão fundo no peito que seu perdão ficou atravessado na garganta, como um caroço de abacate no seu glote.
Numa tarde de sábado, voltando do supermercado, Filomena encontrou Nilso com outra... boneca. Tamara! Muito mais linda e cheirosa que Flora, ela estava lá... imponente... sentada no sofá, com duas malas a seus pés. Neste instante de questionamento, Filomena ainda nem havia largado as sacolas de compra, Nilso saiu do banheiro. Banho tomado, barba feita, perfume e calça de linho. Passou rapidamente o pente de bolso no cabelo preto, encarou Filomena e disse:
Essa é Tamara... E estamos indo embora.

quinta-feira, 18 de março de 2010

ASSASSINOS, GRAÇAS A DEUS


“A fim de tornar vossos pecados contra os índios conhecidos a vós mesmos, subi a este púlpito, eu que sou uma voz de Cristo clamando no ermo desta ilha, e, portanto, cumpre-vos escutar, e de todos os vossos sentidos, afim de que ouvísseis; porque esta será a voz mais estranha que já ouvistes; a mais severa e dura e mais terrível e mais perigosa que já esperáveis ouvir...Esta voz diz que estais em pecado mortal, que viveis e morreis nele por causa da crueldade e tirania que exerceis nos vossos tratos com estas pessoas inocentes. Dizei-me: com que direito ou justiça mantendes estes índios em servidão tão cruel e horrível? Com que autoridade travastes uma guerra detestável contra estas pessoas, que habitam com quietude e paz na sua própria terra?... Porque os mantendes tão oprimidos e cansados, sem lhes dar o bastante para comer, nem cuidar deles nas suas enfermidades? Porque com o trabalho excessivo que exigis deles, adoecem e morrem, ou, na realidade, vós os matais com vosso desejo de extrair e adquirir ouro todos os dias. E quais cuidados tomais a fim de que sejam instruídos na religião?... Não estais obrigados a amá-los como amais a vós mesmos?... Tende certeza de que, neste estado, não podeis ser salvos mais do que os mouros ou os turcos”. (Hanke, 1965, p.17).

Frei Bartolomé de las Casas, em discurso contra as práticas colonizadoras na América.

PONTE NECESSÁRIA


O cara me disse que um trapiche não leva a lugar nenhum, pois finda logo ali. Outro completou: Ainda mais este, do Laranjal, que tá todo quebrado.
Ora bolas... a gente viaja é com a mente... Meu pensamento cai de pára-quedas em todos lugares, encontra quem quero, saboreia tudo... Não se precisa pisar nas madeiras do trapiche... basta vê-lo e os significados brotam.

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A ponte que temos que cruzar é a que leva do velho para o novo. Mas se todas as pontes levam do velho ao novo, de alguma maneira, então necessário é repararmos na beleza do percurso.



Foto: Nauro Júnior

quarta-feira, 17 de março de 2010

TUT E A MORTE


Tutankhamon era tido como o Faraó Menino, pois assumiu o trono com apenas 9 anos de idade, reinou até sua morte, aos 19, e, mesmo neste período curto, ficou conhecido como um dos mais importantes do Egito antigo. Ele restabeleceu o culto aos deuses e os previlégios do clero, a marca mais intensa de sua 13ª dinastia.
Em torno da abertura de sua tumba corriam relatos de uma maldição que teria vitimado uma série de pessoas ligadas a Howard Carter, seu descobridor, incluindo seu cusco inglês e seu canário belga, comido por uma serpente, animal mitológico que, reza lendas, protegia os reis.

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O fato é que pesquisadores descobriram, há pouco, que o Faraó Menino, além de ter cara de moça e um cucuruto na cabeça, morrera vítima de uma malária... Quem diria... o líder máximo de uma civilização avançadíssima, o gênio precoce, mui poderoso, capaz de lançar maldições milênios após a sua morte, fora vítima de uma torpe malária... deu febrinha, passou mal, vomitou, tonteou, foi pra cama, ficou com os olhos de louco e caput: foi pra banha. Certamente recebera aquele belo túmulo cheio de jóias e sinificados, conforme sua imponência e importância... mas a morte ninguém engana... nem Tut nem o Zé da esquina.

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Eu conheci um índio que teve malária 34 vezes e resistiu a todas. Mas morreu afogado no rio Negro.

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A morte é a única coisa que não morre.

terça-feira, 16 de março de 2010

ARÃO E A MOEDA DE PRATA


Artur Arão terminava a derradeira cachaça daquele longo dia, enquanto a madrugada comia a noite, que comera o dia, que abrangia todos os lugares, inclusive aquela pensão malogra. Repentinamente, entre os uivos do vento na janela, escutou passos se aproximando pelo lado leste... mas, diferente do costume, aqueles passos não tinham cheiro de gendarmes ou brigadianos, que o perseguiam Missões afora.
Calçou a garrucha e, com suspiros diminutos, espiou entre as frestas de pinus do velho quarto dos fundos. Viu, conforme as falácias dos antigos, o fantasma do gaúcho que matara em Giruá, que se aproximou e cuspiu no seu copo de canha.
Artur sabia, como sabem os matadores, que fantasmas gostam de vingança. Mas aquele, especificamente, tinha algo que o incomodara: o olhar de ira. Artur Arão lembrou do mito que diz que quando enterrada uma vítima de homicídio, se os seus desejarem vingança, o sepultarão de bruços, com uma moeda de prata dentro da boca. Desta forma, a alma penada perseguirá seu assassino para sempre...

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Arão foi à cova de seu inimigo. Na calada da noite, escondeu o cavalo e seguiu a pé, para não chamar a atenção das milícias que queriam sua cabeça numa bandeja. Depois de encontrar o sepulcro, cavou e, como de suspeita, encontrou o morto de bruços, com uma moeda de prata na boca. Desvirou o corpo e sacou a prata dentre sua dentição...
O fantasma nunca mais apareceu e a moeda lhe rendera dez vezes mais cachaça do que a cuspida pelo espírito malacara.

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Arão só tinha medo de uma coisa: da eternidade.

segunda-feira, 15 de março de 2010

NOSSO CARO NINHO


Pai... passarinho mora no ninho?
Sim Johan.
Todos ou só um?
Todos... mas tem uns que dormem nas árvores assim... ronc, fiuuu... ronc, fiuuu... Aí de manhã cedinho eles acordam... piu piu... e saem pra comer frutinhas.
E por que a gente não mora no ninho pra sair cedinho comer frutinha?
Porque a gente precisa ganhar dinheiro.
Dinheiro pra comprar picolé?
E frutinhas filho... e frutinhas.

domingo, 14 de março de 2010

TALVEZ AQUI


As gerações escalam a escadaria dos dias, se sobrepõem, se ultrapassam... Os horizontes ficam sempre diferentes... Paralelamente a isso, as vidas acontecem ao olhar de cada um... a cada cabeça uma sentença e um milhão de escolhas dentro de nosso limitadíssimo livre-arbítrio.
As estradas se desdobram, se repetem... vejo coisas reacontecendo enquanto o tempo passa e não sei qual direção é a direção da frente, se é o passado ou se é o presente, e percebo que nem eu sou mais o mesmo.
Noutra esquina, outro eu.

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Acontece que há estrelas que morreram há milhares de anos e ainda hoje podemos ver a sua luz, tamanha sua distância. É que talvez agora, aqui, nós, também, estejamos todos mortos.

DEUS E AS ALMAS


A evolução nos direciona para o vazio, para o zero... é lá que encontramos deus, que nos absorve e nos torna o nada, o um junto a ele. É lá, no vazio, que encontramos a completude, onde não se precisa de nome nem conceitos... onde entendemos o engano da matéria, onde nada importa, exceto ser; afora a dimensionalidade inteira, que abrange o tudo e que não tem imagem nem medida.
Na outra ponta da infinita corda, estamos, no agora, nós e todos os outros seres vivos. Ter matéria, a imperfeição das medidas físicas, é estar no mundo das ilusões fugazes; é viver o que se tem sem entender que o que se tem é nada, é passageiro, não pertence a ninguém... É ter nome, sendo que deus nem de nome (e oração) precisa. É estar no fim da fila, mas a fila é boa... é linda.

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Deus faz as almas para comê-las.

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As almas existem para serem deus.

sábado, 13 de março de 2010

O PALAVRÃO


Foi-se o tempo em que palavrão era sinônimo de pejorativismo vocabulário, de ofensa e ira... não que os moleques de sardas, as jovens pestes e as crianças endiabradas deixaram de ir para as ruas aprenderem estes jargões e neologismos bagaceiras, por assim dizer... é que a língua portuguesa tem apresentado...
Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico, 49 letras, é a maior palavra do idioma português e que significa "pessoa acometida por uma doença pulmonar causada pela aspiração de cinzas vulcânicas". Aí imagino eu... o cara lá, escalando um baita vulcão, respira aquela fumaça venenosa e adoece. Então, encontra um amigo que diz: Pô meu, tu anda meio amarelo... O que tu tens? O cara responde: "É que eu estou com pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose!"
Com o quê?
Com uma porra do caralho duma figa duma doença de merda. Respirei uma fodida duma bosta dum cacete duma fumaça filha da puta e fiquei com essa merda dessa porra dessa buceta dessa infecção do caralho nesses pulmões do diabo!

MORAL DA HISTÓRIA: Palavrão vai ser sempre palavrão.

O AMOR É O MELHOR CAMINHO


Ame bem... não importa quem.