sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ESTÚPIDO DEUS


Não espero pelo dia em que
Todos os homens concordem
Todos numa mesma lotação
Todos, todos, numa nova organização
Seguindo os passos dm grandioso líder
Um mártir vazio...
Um espelho do que falta no seu fanático exército...

Um rei, um santo
Um etúpido deus
Que com seu amor absoluto
Tão absoluto e tirano amor
Decaptava multidões
E dormia com meias de lã

Toca o despertador
Levanto
E se abrisse a porta?

LUA UNHA-CORTADA


Os nomes
São mais pra nós
Do que pras coisas em si...

Me chama de amor
Diz que quer neném...
Oh bem... ainda é cedo
[muito cedo
Pra plantar a noite
Grávida da lua, unha-cortada
Maquiada de estrelas

Tudo passa na janela e eu aqui
O mesmo, a mudar sempre
Uma gota no mar da cidade
Uma onda na mata
Um gás no vulcão da madrugada

Não diga nada
Vou dormir...

OBSOLETO NADA


O pato
Disse pro gato
Que disse pro rato
Que disse pro mato
Qe disse dede fato
Que aquelas rimas todas
[todas
Eram tolas
Eram nada
Tudo nada
Insorte
E obsoleto
Nada.

AGORENTO


Largo tudo
Tudo teima e ficar pra trás
Nesta imensa estrada do passado
Que só cresce, que só cresce

A avenida da ilusão
É pra frente, é bem legal
Passam pessoas e eu penso
Comigo eterno
Eterno agora
Já se foi...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

VIVER MATA


Lembro-me bem de uma manhã rosada
Que surgia entre as nuvens
Na mania da Terra que gira
Na mania de envelhecer

Existe coisas que vou deixar de dizer
Não se pode dizer tudo...
A vida é uma prisão perpétua
E viver demais
Mata.

GAIOLA DE OURO


Em que prédio
[desta cidade

Está o templo necessário?
Qual as verdades que calço?
Será qeu teu deus cabe em mim?
[e o meu a ti?

A própria palavra deus
Vulgarizada pelos hálitos
Tornou-se nula...

Enquanto a energia criadora
Essência una da própria divindaded
Segue escrava da mente...

Um pássaro morto
Numa gaiola de ouro.

MUNDO VAZIO


Mundo vazio
Dou valor às coisas
[como todo mundo faz

Pra que lado segue a estrada?
O passo que dou é realmente adiante?

Não importa
Ando
Meio desligado
Estranho...

A mente estranha tudo
E eu, como parte do todo,
Estou meta-estigmatizado.

MUNDO MENTAL


Que olhos eu não tenho?
Que olhares eu procuro?
Do mundo que não vejo, faço meta
E o que percecbo
Se apaga no diário esquecimento

As coisas já são belas
E ainda busco outras...

Mas tudo o que vejo
Penso ou somatizo
Já faz parte dee mim mesmo
Pois todo olhar começa dentro
E os valores do mundo
São todos mentais...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O EUISMO


O Euismo é uma corrente filosófico-político-espiritualista que prega o descaminho a todo e qualquer caminho. Parte do pressuposto de que cada um sabe o que é melhor para si e que todos os caminhos, embora únicos e incomparáveis, levam ao mesmo lugar. O Euismo não tem padre, padrinho ou pastor: cada pessoa é, ao mesmo tempo, mestre e discípulo de si mesmo. O Euismo é, então, uma seita sem regras, livro ou verdade fundamental, limitando seus seguidores àqueles que têm disposição de seguirem o que desejam e fazerem o que der na telha.
O Euismo não tem dogma e sua igreja é móvel, pois cada discípulo é um templo da descentralização teológica universal que abriga a tudo e a todos. Neste escopo, nem pretendo, como fiel seguidor epródigo inaugurante desta ideologia, que vossa mercê siga os preceitos desta nova religião euista. Um motivo é por saber que, de certa maneira, todos os seres têm uma essência euista. Outro motivo é que, como euista convicto, sei que todos os preceitos acima referidos servem apenas a mim.

sábado, 22 de agosto de 2009

FESTIVAL MANUEL PADEIRO DE CINEMA E ANIMAÇÃO




A Gaia Cultura e Arte, o Instituto Multicultural Trilha Jardim, a Faculdade de Cinema e Animação da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Secretaria de Cultura (Secult) de Pelotas promovem o
1º Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação, que visa a estimular a produção audiovisual na Zona Sul e situar Pelotas, considerada a Capital da Cultura do interior do Estado,
na rota nacional dos Festivais da 7ª Arte.

REGULAMENTO

1. PARTICIPANTES

1.1. A participação no 1º Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação é livre a produtores de quaisquer idades e locais, desde que o representante do trabalho inscrito seja maior de 18 anos.
1.2. O representante do grupo inscrito será o único com autoridade para manifestar os interesses de seu grupo perante a organização do 1º Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação.
1.3. Os trabalhos apresentados serão de livre criação, aceitando-se vídeos de qualquer gênero cinematográfico e de produção em animação. Cada vídeo não poderá, em caso algum, exceder a duração de 20 (vinte) minutos, exceto na categoria DOCUMENTÁRIO (de livre duração), ficando sujeito à desclassificação. O tempo de duração de um vídeo será avaliado desde a primeira imagem do trabalho até a imagem final, ficando excluídos da contagem os créditos, color bar e assinaturas iniciais.
1.4. Não há limites para a inscrição dos trabalhos, sendo que cada concorrente poderá participar com quantos trabalhos desejar.


2. INSCRIÇÃO

2.1. O representante de equipe deverá dar entrada ao processo de inscrição do trabalho através do site http://cinema.ufpel.edu.br/festivalmanuelpadeiro, preenchendo a ficha de inscrição online até o dia 13/11. O processo de inscrição será concluído na entrega dos trabalhos até o dia 20/11, de acordo com as seguintes especificações:
• Duas cópias do trabalho, estando cada cópia em um DVD diferente. O trabalho precisa estar gravado em formato de DVD de vídeo. Os DVDs precisam ser entregues com capa e identificados com nome do representante e título do trabalho.
• A inscrição é gratuita.
• As cópias do trabalho devem ser entregues em envelope lacrado, identificado com o NOME DA OBRA, a CATEGORIA RELATIVA e o NOME DO REPRESENTANTE, de acordo com a ficha de inscrição previamente preenchida no website, que também deverá ser anexada ao envelope em cópia física.
2.2. A inscrição no concurso implica a aceitação do presente regulamento.
2.3. A inscrição fica condicionada à entrega da produção audiovisual até o dia 20/11, às 17h.
2.4. Os vídeos devem ser entregues no Instituto de Artes e Design (rua Alberto Rosa, 62) na sala do Colegiado de Cinema e Animação (sala 201, 2º piso), aos cuidados de 1º FESTIVAL MANUEL PADEIRO DE CINEMA E ANIMAÇÃO.
2.5. Quaisquer dúvidas relativas ao Festival podem ser sanadas através do endereço eletrônico festivalmanuelpadeiro@gmail.com.


3. OUTRAS ESPECIFICAÇÕES

3.1 Os trabalhos deverão estar em perfeitas condições técnicas de som e vídeo e possuírem identificação dos participantes nos créditos, com indicação a partir das especificidades técnicas necessárias à produção.


4. CURADORIA - TRIAGEM

4.1 – Os vídeos inscritos passarão por uma triagem classificatória, sendo selecionados os 10 (vinte) melhores de cada categoria para a mostra competitiva.
4.2 – A seleção ficará a cargo do júri do 1º Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação e de sua decisão não caberá recurso.

5. JÚRI

4.1. O Júri será composto por 02 (dois) professores da UFPel (Cinema e Animação e Letras), 01 (um) representante do Theatro Sete de Abril, 01 (um) representante do Instituto Trilha Jardim, 02 (dois) representantes da Cultura da mídia citadina e (01) um diretor de cinema e vídeo convidado.

4.2. Os vídeos serão avaliados segundo os seguintes critérios: Originalidade, Qualidade Técnica (imagem, som e pós-produção), Capacidade de Expressão e Clareza Narrativa, independentemente do prêmio a que concorrem.

4.3. Das deliberações do Júri não haverá recurso.


5. CATEGORIAS

5.1. Os participantes poderão candidatar-se a aos seguintes prêmios:

5.1.1. CATEGORIA CURTAMETRAGEM FICÇÃO E PREMIAÇÃO
Para esta 1ª. Edição do Prêmio Manuel Padeiro de Cinema de Animação, cada obra inscrita concorrerá aos seguintes prêmios e suas respectivas premiações em espécie:
• Melhor Filme R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais)
• Melhor Diretor R$ 700,00 (setecentos reais)
• Melhor Ator R$ 700,00 (setecentos reais)
• Melhor Atriz R$ 700,00 (setecentos reais)
• Melhor Direção de Arte R$ 700,00 (setecentos reais)
• Melhor Fotografia R$ 700,00 (setecentos reais)
• Melhor Roteiro R$ 700,00 (setecentos reais)
• Melhor Trilha Sonora R$ 700,00 (setecentos reais)

5.1.2. CATEGORIA ANIMAÇÃO
Cada obra inscrita concorrerá ao prêmio de MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO e receberá pelo prêmio um valor de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais).

5.1.3. CATEGORIA VIDEOCLIPE
Cada obra inscrita concorrerá ao prêmio de MELHOR VIDEOCLIPE e receberá pelo prêmio um valor de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais).

5.1.4. CATEGORIA DOCUMENTÁRIO
Cada obra inscrita concorrerá ao prêmio de MELHOR DOCUMENTÁRIO e receberá pelo prêmio um valor de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais).

5.2. A exibição dos trabalhos inscritos para o público em geral e ao júri será feita nos dias 1º, 2 e 3 de dezembro de 2009, a partir das 19h, na sede do Instituto Trilha Jardim, no Quilombo (7º Distrito), Comunidade Santa Maria, município de Pelotas/RS.

5.3. Os vencedores serão laureados e premiados em solenidade nobre, no dia 4 de dezembro de 2009, às 19h, no Theatro 7 de Abril, seguido da exibição das obras vencedoras.

5.4 Além dos valores em espécie, haverá troféu e aos vencedores de cada categoria e certificado para todos os participantes concorrentes do evento.


6. DISPOSIÇÕES FINAIS

6.1. Ao submeter um trabalho a concurso, o participante declara tratar-se de uma obra sua e que não viola o direito-autoral associado a qualquer outra produção existente.

6.2. Os vídeos finalistas da 1ª. Edição do Prêmio Manuel Padeiro de Cinema de Animação serão compilados em DVD para distribuição às locadoras da cidade de Pelotas e a instituições de ensino elencadas pelos organizadores.

7. CASOS OMISSOS

7.1 Os casos omissos neste regulamento serão apreciados e decididos pela organização do 1º Festival Manuel Padeiro de Cinema e Animação, e de sua decisão não haverá recurso.



João Eduardo Keiber
INSTITUTO TRILHA JARDIM
Diretor Executivo


Fernando Keiber
GAIA CULTURA & ARTE
Assessoria Técnica Cultural

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

MEPEGA DA VILA NOVA


A Tati é minha...

O DIA EM QUE ARISTILVES FOI PRO BAILE


Aristilves foi pro baile. Essa não é uma história poética ou lírica, nem tem como escopo a preocupação literária ou a prolixidade romântica. Por isso, e enfim, serei breve, contudo coeso, enumerando os fatos.
1. Aristilves foi pro baile.
2. Aristilves comeu costela gorda e vinho tinto da colônia.
3. Aristilves teve desarranjo (diarréia de gaúcho).
4. Aristilves foi cagar no mato, enquanto o gaitaço continuava e as prendas arrodeavam no salão.
5. Aristilves não tirou o poncho pra cagar.
6. Aristilves voltou pro baile.
7. Que nojo ver Aristilves dançar.

BREVÍSSIMAS HISTÓRIAS DE MEDITAÇÃO EM GRUPO


Três chineses, Zen Chu Pen, Chi Chi Nem e Ataliba, resolveram meditar no alto da montanha Meditabunda. Uma semana após o início da concentração, Zen Chu Pen falou:
- Mas tchê (ele era de origem gaúcha, pois é pois é pois é...), que silênço!
Passou-se mais uma semana, Chi Chi Nem respondeu:
- Silênço mermo (eram de Brotas os pais dele, pois é pois é pois é)!!
Mais uma semana se passou e o comentário de Ataliba foi inevitável:
- Ô caraio... assim não têim como meditá, uai!!!

***

Passou-se alguns anos e os três amigos convidaram mais um chinesinho, o Chin Pan Zen, e subiram novamente à montanha Meditabunda para mais uma sessão de inserção introspectiva.
Passou-se algumas horas e Chin Pan Zen, o novo convidado, comentou, rompendo drasticamente o silêncio fortuito:
- Barbaridade... Que frio tchê (era ele parente de Zen Chu Pen, certamente)!
Zen Chu Pen, de pronto, retrucou:
- Tchê, Chin Pan Zen, aqui tu tens que fazer silêncio porra!
Chi Chi Nem, de cara, esbravejou!
- Vocêis num sabem meditá mermo... Não fazem silênço nunca!?
Ataliba colaborou:
- Eu fui o único que não falei nadica nadica de nada!

ELA DIZIA...

Ela dizia absolutamente não
Ela dizia certamente não
Ela dizia que provavelmente não
Ela dizia que possivelmente não
Ela dizia simplesmente não
Ela dizia não!

Ela dizia simplesmente sim
Ela dizia que possivelmente sim
Ela dizia que provavelmente sim
Ela dizia certamente sim
Ela dizia absolutamente sim
Ela dizia sim!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

ESTELA LÍTMICA AMALELA


Estrela, você
manda luz para as retinas
faz andar
meu coração
pelas trilhas do caminho

Garoto, me diz
onde vou achar teu riso
ao que sirvo ser pra ti

E deixa estar
vai crescendo pelo mundo
vai levando flauta ao mundo
que te seguem, os segundos,
como a barba que te espera...

DÁ-ME CÁ UMA COSTELA


Adão sentiu, certa feita, que Deus andava meio fulo, meio de bola-virada. Notou o Velho pelos cantos, chutando o vento, falando palavrão... Até aí tudo bem, pensara, era normal ver Deus de cara... O que ele realmente estranhou foi ouvir uma palavra, da boca divina, que nunca escutara antes (aqui cabe um breve parênteses, pois Adão era daqueles estica-ouvidos, do tipo que disfarça, mas no fundo está prestando atenção ao cochicho alheio. E como, neste caso, no paraíso, eram só ele e Ele, é óbvio que o alheio ouvido tratava-se de Deus).
Enfim, Adão ficara encucado com a nova palavra falada pelo Velho Pai numa reflexão à toa: "PROBLEMA". Problema era a palavra.
Pai... que é isso aí que o senhor acabou de falar? Po... Pro... Problema? O que é?
Quer saber mesmo, Adão? Quer saber mesmo? Então me descola uma costela aí que eu te mostro...

Me perguntou: "Quem é você?"
Eu disse: "Não sei!"
Essa minha mania de ser sincero
Nem é minha, deve ser de alguém
Porque sou uma casa sem paredes...

Ou melhor, sou um papel em branco
Onde não escrevo todo dia
Na infrutífera esperança
De mentir que eu sou isto... sou aquilo...
De falar palavras...

Amanhã eu nem existo
Ontem nem estava aqui
E no hoje, apenas faço de conta que eu sei
Que o trem não passa...
Ou quase nunca passa...

O MENINO E A ROSA


No oeste da estrada
mora um menino
na casa de barro
com barro no chão

Na porta da frente
no pé da direita
um botão de rosa
que vive na espreita

Abriu-se na tarde
sombrinha vermelha
de pétalas rubras
espinho na mão

Um prato de sépalas
um mundo distinto
e já não importava
não estar ali

E quanto ao menino
da casa de barro
nem a poesia
quis dele falar

Também, com a rosa
ele não podia
apenas havia...
se é que havia...

INSUBSTANCIALIDADE


Eu pensei um dia
Que o nome que chamava a minha cara
Fosse aquele pobre nome
De letrinhas portuguesas

Eu pensei que fosse eu
Aquele rosto nu no espelho
Preocupado com a barba...
O desenho do nariz...

Pensei que fosse
Um adendo dos meus planos
Ideias vagas do futuro
E no passado um labirinto onde vaguei

Até que um dia eu descobri
Que sou a soma de todas as teias
Que sou os nomes do vazio
Que sou do zero ao mil...

Descobri que as palavras
São muito tolas, muito vagas
E o que realmente sou
Não é aquilo que minha boca fala.

SAPATOS


Onde moro
Não é onde encontras a minha velha escova de dentes
Onde moro
Está latente, rodeado pelos céus,
Sobre o chão que piso

E o que preciso
Não são trocos nem migalhas
Não é nome
Nem são números de um trabalhador
[devidamente registrado

Preciso apenas
Do próximo agora
Perdido no palheiro dos agoras
[que inda hão de vir

Meus sapatos
só cabem em mim.

SOM DO NADA


E sigo, então, procurando em vão minhas respostas (que nunca são iguais, pois minhas perguntas mudam todo dia).

***

Alguém me chama na janela
Há estrelas pelo céu...
Sons do nada vem de dentro
A voz que ouço é também a voz que sou
A intuição, o sentimento, a compreensão...
Tudo isto está comigo
Em algum lugar da ponte...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A BARBA DE AARÃO


Aarão tinha uma barba. A barba de Aarão. Era vistosa, a referida barba, e cuidada com muito zelo. Recebia, cotidianamente, longos afagos e, de quando em quando, tratamentos específicos da cosmética francesa.
Em frente ao espelho, Aarão reparava, com sua pequena tesoura, desnorteados fiapos que ignoravam o seu refinado senso estético. Penteava o bigode curvo e nele borrifava um desodorante hiper-hidratante à base de pró-vitamina A.
Costumava, no intervalo entre os pensamentos e durante as longas caminhadas pelas ruas, acariciar a longa barba, a barba de Aarão. E tinha belas mãos, embora não recorde seu ofício de origem, mas lembro que árduo não era, pois devia proteger as mãos que protegiam a barba, a barba de Aarão.
Mas foi numa esquina dessas que a vida de Aarão mudou radicalmente. 90º e dera de cara com seu amigo Rúbio, que vinha acompanhado de seu filho, que pra essa específica história não importa o nome, embora posso descrever como aqueles meninos de cabelo vermelho, sardas e óculos, biotipicamente diabólicos. E foi este menino, este pequeno demônio, que, com sua pueril crueza, mudou a vida de Aarão para sempre.
- Tio Aarão... quando o senhor dorme o senhor põe a barba por cima do cobertor ou o cobertor por cima da barba?
Aarão sorriu, desconversou, se despediu e seguiu sua caminhada, regada a carícias barbísticas. Contudo, na noite, após o banho e o tradicional café com leite, coube-se em sua ceroula e pôs-se, confortavelmente deitado, a esperar a dimensão dos sonhos. Mas, antes de embarcar no trem reminiano, lembrara-se da terrível pergunta, aquela do pequeno diabo, e questionou-se se, em seus tranquilos e serenos sonos, colocava a vasta barba, a barba de Aarão, sobre ou sob o cobertor de pena de gansos.

***

Cobriu a barba, mas sentiu-se terrivelmente estranho. Descobriu a barba, e notara-se nu. Cobriu a barba novamente: não! Definitivamente não dormia com a barba sob os panos. Descobriu-a pela segunda vez, mas teve plena e convicta certeza que também não dormia com ela por cima da coberta.
E nesta terrível dúvida que Aarão passou exatos 40 minutos cobrindo e descobrindo a barba (a barba de Aarão) sem saber de fato de que modo costumava se deitar. Levantou-se, insone, e foi tomar outro café. Viu um pouco de TV, acariciando a barba com uma melancolia ímpar... Sentia-se mal, pela primeira vez em décadas, com sua querida (até então) barba, a barba dele. Depois de algumas horas, conseguiu, com muito pesar e desconforto, dormir. E não recordo se dormira com a barba sob ou sobre o cobertor naquela noite, mas posso afirmar que as noites (e também os dias) de Aarão nunca mais foram tranquilas.

MORAL: Nunca levante questões desnecessárias: quem procura pêlo em ovo, com certeza encontrará.

O VIZINHO DE BAGVAM


Bagvam tinha um cavalo, um lindo cavalo baio. Era realmente o mais belo cavalo que havia naquele reino (que por sua vez havia naquele canto do mundo) e que, por sua robustez, alimentava a inveja de todos os lindeiros.
Certo dia o campo amanheceu vazio: o manga-larga de Bagvam havia sumido. Ou fugira ou fora roubado, concluiu Bagvam durante uma caminhada silenciosa pelo prado.
O vizinho rapidamente se aproximou.
Que azar Bagvam... Era um lindo cavalo... Mas eu bem lhe dizia: um dia ainda hão de rouba-lo... Que azar!

***

Passaram-se treze dias. Bagvam abrira a janela e viu, próximo à pequena cerejeira, comendo gramas, não só seu lindo cavalo baio que voltara, mas também um corcel negro, tão (ou mais) belo que seu manga-larga e que retornara juntamente ao outro para seus domínios.
Bagvam sorriu. Abriu rapidamente a porta e encontrou o vizinho observante.
Que sorte Bagvam!!! Além do retorno do manga-larga, você ganhou de presente um lindo corcel negro. Realmente você é um homem de sorte!

***

O filho de Bagvam tratou de domar o corcel negro que chegara, embora fosse extremamente forte e arisco, o cavalo novo. Depois de alguns dias de dedicação e trabalho árduo, o jovem sofreu uma queda e acabou por fraturar ambas as pernas. Imobilizado, passou a espreitar a cavalada pela janela de seu leito, em descanso recomendado pelo velho médico do vilarejo. Mas o vizinho, como de costume, não deixou de se aproximar.
Que azar Bagvam!!! Seu rico e formoso filho... Agora na cama, com as pernas fraturadas... Parece que, de alguma forma, eu sabia que este cavalo preto lhe traria mal agouros... É realmente um grande azar...

***

Sete dias se passaram e, como de costume da humanidade faminta e bélica, naquele canto do mundo, também, a guerra foi declarada. Todos os jovens do reinado foram convocados para a cavalaria e a infantaria, exceto os inválidos, como o filho de Bagvam. O filho do vizinho, com as pernas em forma, juntou-se às centenas de alvos da linha de frente de batalha. E o vizinho, naquele mesmo dia, apareceu.
Que sorte a sua Bagvam... Seu filho foi poupado da guerra. Isto é realmente muita sorte...


MORAL: O julgamento é a armadilha dos idiotas.

BREVÍSSIMO ENSAIO SOBRE O DESTINO VAZIO DE UMA CASCA DE OVO

A ponte é um caminho
Com entrada e com saída
E o que liga as duas pontas
É a vida... é a vida...

SEU CHICO


O grande barato de tudo é que toda morte é uma lição de vida, isto sim. Cada vez que olho um corpo inerte percebo que meus minutos escorrem na pequena ampulheta da vida. Faço, então, uma análise axiológica do que sou, do que construo, do que amo e por quem me atiraria na frente da bala. Vejo que a muitas pessoas (como o Fred) fico muito tempo sem dizer Te amo, És importante, Dá-me cá um abraço e outras frases do gênero. E é realmente quando percebo que o trem chegou no fim da linha que reparo em algumas de minhas intermináveis falhas, no quanto ainda posso ser melhor...

***

Fiz algumas exposições de fotografias de alguns amigos/conhecidos, dentre eles um cara chamado Chico Madrid. Só que o Chico eu não conhecia, embora gostasse de seus retratos. Imaginava ele um cara velho, careca, baixinho... sei lá, era o meu Chico imaginário (eu adoro essa brincadeira de imaginar as pessoas pelo nome que têm. O Décio Pinto, por exemplo, é um cara recalcadíssimo. Magro, narigudo, semicalvo e um ar de melancolia entre os dedos com cigarro. A Gertrudes Guttemberg é uma alemã gorda, dona do mercadinho na Vila Nova, uns 75 anos (14 na escova), óculos e com franja na testa).
E foi um dia, lá no Trilha, onde acendia a chama de nossa grande amizade, que o Fred me comentou, enquanto tirava umas fotos do lugar: O Chico Madrid sou eu!
O Fred, aquele bebezão gordo, era, na verdade, o Chico Madrid. E vice-versa. Eu errei o pulo no jogo da imaginação e vi um ídolo virar amigo.

***

Parta com deus, grande irmão, nosso jagube, nosso orangotango predileto. Cantaremos muitos hinários para (e com) você aqui de baixo... Deixe, por nós, o céu mais equilibrado...

***

E antes que eu me esquça, a todos que me amam: Eu amo vocês também. A todos que nem me conhecem: Amo vocês. E àqueles que não topam com minha cara: Se lasquem (ainda não estou pronto).

EU?


Eu, variavelmente inquieto, me prendo à mania de significar as coisas, de dar valor e simbologia à matéria. Adjetivo, substantivo e até mesmo adverbeio todas as nuances e formas, pois tudo é vazio e (apenas) quem interpreta sou eu.
Um cactos no deserto existe por si, mas não existe para mim. Ao que não vejo, não dou tom. Assim concluo que o mundo acaba quando eu acabo.
Ao cabo disso, percebo que todos os valores (a beleza e a feiúra, o bem e o mal, e muitas outras dualidades específicas) são regados por minha mente ativa. Então questiono: o que é o mundo? O mundo de fato é o que eu queira que ele seja. Sou eu quem alimenta o mundo (o meu mundo) com palavras e conceitos. Portanto, a essência das coisas está no vazio... está lá onde eu não estou. Está no terrivelmente curto espaço branco que intercala os meus pensamentos.

FROM BAGÉ


O Moreno sonhava morar no Rio... seu afã de ser carioca era tanto que ele até falava com falso sotaque: Bagé, cidadi di mérrrrda.

VOU


Vou ficar aqui
Hoje a noite está tão bela
Vou contar estrelas, deixar o tempo
Vou navegar em pensamento pelo cosmo
Procurando vidas

Vou ficar no frio
Abraçar a madrugada
Entre o tudo e o nada,
Entre o início e o fim de outra onda encantada...

Vou fechar os olhos
Por muitos eons
E abrirei pensando se inda estou aqui...

Vou respirar a brisa
Que molha as pétalas

Vou...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

BREVE RELATO DE UM MARIDO GAGO, INTERIORANO E TRAÍDO

EEu chcheguguei em casa mamamamais cedo e vvvvvi um sappato difffffffffferente. Aí eeeeu fiiiquei nerrrrrvoso. Fiqqqqqquei nervvvosso, neeervvvvvosssso e ffffui me emmmbora.
No ooooooooutro dia eeeeeu acordddei e ddddisse: - Agggoora é cococomigo! Ffffui lá na cacacasa dele e qqqqqqquebrei todas as pepepernas das gagagalinhas dele.

OBVIEDADES DO MUNDO

Pneu pintado BORRACHARIA.

terça-feira, 23 de junho de 2009

OUTER


Sempre que eu penso
É porque eu posso
Questionar um fato,
Sugerir viés às sombras
[Intelectivas
Desenhar o novo,
Partir de dentro...

DESTAR DO AZINO

Janine falou sobre minha meta kármica. Lembrou-me do que escondido havia na caixa de minha akasha e do que eu ganhara, no passado, de presente.
[Ou seria no futuro que ganhei? A quadridimensionalidade do tempo brinca de gangorra com o inevitável, sei bem...
O fato é que eu ainda vivo, isto sim me permitem as horas, pois o destino é como o fim de um livro: está lá, certamente, à espera de que passemos por ele.

NOITES JAPONESAS


O sol
[Este mesmo sol que eu pego agora
E que brinca de desenhar em preto as coisas pela grama
Em seu analema interminável...

Este sol que alimenta o verde,
Que ressalta as matizes
E eleva a água...

Esconde-se, este sol, por detrás da linha do horizonte
E leva a sombra do chão que agora piso
Às noites japonesas

quinta-feira, 7 de maio de 2009

ALTURA DO HOMEM


Um homem não se mede dos pés à cabeça: um homem se mede da cabeça aos céus...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

MEU PEQUENO GRANDE AMOR


Cada segundo contigo vale a vida...

terça-feira, 5 de maio de 2009

TURISMO TERRENO


Reza a lenda que Trackinsky fizera uma longa viagem para encontrar um famoso rabino, conhecido por sua sabedoria. Chegando à terra do profeta, encontrou-o em uma barraca humilde, tendo como pertences apenas seus livros e algumas poucas roupas.
Onde estão as suas coisas? - perguntou Trackinsky.
E onde estão as suas? - indagou o rabino.
Mas eu sou apenas um turista... só estou aqui de passagem.
Eu também.

SAY GAAYATHREE


Om sa ayeeshvara aya
Vidhmahe Sathya
Dheva aya dheemahi
Thannah sarvah
Prachodhaya ath.

FIRE BABYLON


Calçadão da Andrade Neves, 16h de segunda-feira.

GIRA


A certeza é uma linha reta
Num mundo que gira
E a verdade, então,
É a diferença exata entre a flecha lançada e a mira perfeita
Que, por sua vez,
Segue também girando
Pelas tangentes das ideias feitas.

TEMPOAR


Assim como o ar é a atmosfera do corpo, o tempo é a atmosfera da mente.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

BREVE SEGREDO DA CHAVE


Uma vida não é apenas uma vida
Um conjunto orgânico que vinga e finda
Uma vida é um elo na sistemática dos seres
É um vitral opaco
Que informa e reflete
Unindo escadas,
Construindo pontes,
Ligando o antes ao depois
E se fazendo norte de outras e outras vidas

Há, então, que se saber a exata medida das palavras
Que contemplar as frases não faladas
Que vagueiam nos oceanos do silêncio,
Livres da âncora do compromisso
Presa às cordas da opinião cedida

Há que se notar as cores
E saber que o agora respirado
É que move o tempo
Despretensiosamente

Deve-se entender o nada
Respirar o fluido do nada
E, absorto, compreender que os frutos de cada momento têm sabores
E que os sabores, mesmo amargos,
Alimentam a essência imediata

Há de se buscar o âmago das coisas,
A língua do olho,
O tom do coração
Há de se ouvir o cântico dos pássaros na metrópole,
O som do beijo no deserto,
O respirar das flores
Para que não se fique cego,
Para que não se vire pedra
E não se seja um espelho insosso
Da princesa bêbada,
Da noite vazia,
Da igreja abandonada

Há de se perseverar na fé
De acreditar na sincronia harmônica que reje sóis
De pôr o peito na frente da bala da dúvida
E cerrar a porta na cara dos medos

Há de se querer botar no dia o bem
De acariciar o sagrado que farta os pratos
E que locupleta a vida entre outras vidas

Deve-se atentar ao valor intrínseco de tudo
Qualificar a medida dos atos
Rabiscar com canetas de anjos todos pensamentos
Pois pouco com Deus é muito
E muito sem Deus não é nada
E a chave que abre as portas do que és
Sempre esteve dentro do mesmo bolso ávido
Donde carregas as tuas moedas.

TAMANHO DAS NUVENS


Vento, respiração
Ouço da chuva uma nova canção
Do espírito

Vejo a transformação
Do ego ao hólon
Do hólon ao céu
Sou do tamanho das nuvens
Um super-humano

Rasgo o véu da ilusão
Sinto o tempo em dimensão
Telepática visão
Abre-se mais um portal galáctico

Estou no agoraqui de Gaia
Nave do tempo 2013
Com os seres elementais
Percebo as estrelas que somos.

segunda-feira, 16 de março de 2009

18

Vou vivendo pra saber o que não quero e, entre outras coisas, vou sendo eu mesmo. Quem sabe um dia, numa esquina de verdade, tope de cara com alguém que reconheça como a um espelho.

PERMANECENTE

A verdade é uma linda estrada que leva a lugar nenhum e que termina, abruptamente, na perpendicular da descoberta.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

PÓ DE JUÁ


Faz 7 meses e oito dias que o Nerci não escova os dentes.

RITA ZERO-HORA


O Nerci pediu serviço de acompanhante e recebeu a ex-namorada.

DARCI PETTER


O Nerci conhece nove caras com o mesmo nome.

MEU PEQUENO GRANDE AMOR...


E venha o sol pra iluminar o dia...

MÁXIMA DA ANTÍTESE TEMPORAL


Viva muito e morra de vez.

OLHANDO ATRAVÉS DE 2012


O ruído das rodovias, mesmo no interior, a poluição sonora em toda parte nas cidades, a sujeira, a imundície e a feiura da cultura descartável virtualmente destruíram a qualidade de vida. Esta perda que todos vivem dia sim, dia não, desse modo firmemente diminuindo sua sensibilidade, é completada pelo fato de que a industrialização já excedeu a si própria e a resposta terrestre ao aquecimento global está prestes a alterar as linhas costeiras e climas da civilização para sempre. Geologicamente falando, nós estamos tratando de mudanças dramáticas ocorrendo num futuro imediato, antes de 2012.

Argüelles, CULTURA GALÁTICA E A VINDA DA CIVILIZAÇÃO CÓSMICA

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

MÒI222


Ik tem como objetivo abrir-se a novos métodos e idéias, irradiar as informações recebidas e equilibrar suas emoções com a mente intuitiva. A tarefa desta energia é trabalhar a Humildade, vencer o orgulho intelectual e colocar a mente do ego a serviço do Eu Superior e da Humanidade. O poder do idealismo, do romantismo e da arte está em alta hoje. Ik estimula a honestidade, a honra, o desapego e o amor à igualdade e à liberdade. É o poder da Verdade e da Sabedoria acima de tudo! Tome cuidado com o egocentrismo e com o orgulho intelectual. A coragem está presente para que você possa tomar as decisões necessárias e assumir os compromissos. Deixe que o Alento do Espírito o guie para que você possa comunicar suas verdades. Fique atento para o que não é visível e que já faz parte de sua experiência. Preste atenção aos flashes intuitivos, pois esta energia pode propiciar projeções no Tempo fazendo-o experimentar a Iluminação de forma inesperada.
Este será um dia de aprender e de ensinar... de usar tanto o intelecto e a mente, quanto a agilidade e a eloqüência.
Com a rapidez com que as coisas acontecem neste momento do Planeta, é preciso ser muito adaptável. A essência de Ik tem grande capacidade de adaptação, pois nessa dimensão de consciência ele está ciente de que tudo é impermanente, mudando a todo instante. A verdadeira adaptabilidade você encontrará quando permitir que Ik atue em seu ser. Assim, você poderá parar de resistir às inevitáveis mudanças que a vida lhe propõe.
Você deve meditar profundamente sobre as diferenças entre os seres e procurar desenvolver um modo de pensar moderado e parcimonioso, que amenizará as tensões geradas pelas diferenças de temperamentos.
O número de Ik é dois, trazendo a conivência harmoniosa dos contrários ou o equilíbrio de forças em oposição. Fique alerta!
Esta energia representa também espontaneidade e simplicidade. Ik é a verdade e a presença. É o Espírito que se movimenta através de todas as coisas. É a respiração divina que dá vida a toda a criação, a essência invisível da energia solar. É a respiração da inspiração, a força fertilizante do vento.
Hoje é dia de olhar profundamente nos olhos das pessoas que nos são importantes! Torne-se aberto, consciente e presente em todas as situações. Deixe para lá sua natureza avaliadora. Confie que o seu coração terá a resposta certa no momento certo. Acredite no simples conhecimento de que as forças invisíveis estarão atuando no seu dia; guiando e inspirando.
Enfim, a dica para este dia Ik é estar atento ao movimento e ao ritmo do que estará acontecendo. Conecte-se com seu observador interno e deixe que as coisas fluam no ritmo certo. Veja como anda o seu jogo de cintura. Solte o peso dos ombros e alivie a tensão no maxilar. Quando as coisas não fluem como a gente quer, é porque há alguma coisa importante a ser percebida!


UM – HUN (em maia): Atração – Propósito – Origem – Unidade – Deus – possibilidade e intenção – origem da Energia Criativa – Propósito: unifica o propósito e atrai o princípio e a origem, a unidade, o todo. Função: focalizar o propósito criativo — Ação: canalizar energia para ele. Descreve o momento em que há maior concentração de energia disponível, estimulando a imaginação, a criatividade e a urgência de canalizá-las numa direção certa. Recebemos energia da Fonte Criativa, identificamos o que desejamos criar, estabelecemos as metas e a energia é focalizada em torno deste projeto criativo. “Qual é o meu propósito?” Propósito e vibração da Unidade e da Atração. Atraia tudo de que precisa para unificar-se com seu propósito. Quando identificá-lo e unificar-se totalmente a ele, abrirá o caminho para que forças naturais o apóiem. Seja receptivo, acolhendo com amor todas as pessoas que alimentam e dão poder ao seu propósito. Perseverança!!!

O MUNDO DE ROMUALDO


Ele levou a sério que devia pôr os pés no mundo...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

MAIEZAS POR BEUTTENMULLER

O que é importante saber (e que os europeus escondem) é que as raças da Mesoamérica eram mais civilizadas que os povos europeus da época (século XVI). Desde costumes: os astecas tomavam dois banhos por dia; os espanhóis, nenhum. Os astecas tomavam banho de sauna, tinham escolas específicas para as crianças, viviam em harmonia com a natureza, usavam um calendário melhor do que o europeu seja este Juliano ou gregoriano. Sabiam de astronomia muito mais do que a Europa da época. A matemática da Mesoamérica era bem mais fácil do que a romana ou qualquer outra, pois havia apenas três sinais: o ponto, o traço e o zero. Os números de 1 a 4 eram pontos, 1=um ponto, 2 dois pontos etc, o cinco era uma traço horizontal; o seis era um traço com um ponto em cima, assim por diante, até o dez que eram dois traços horizontais paralelos. O zero era a imagem de uma concha, tal e qual o nosso zero. Portanto, a invasão espanhola foi a desgraça da Mesoamérica, por amputou uma civilização muito mais adiantada, em nome de Deus (?).

O ALENCAR (JURUNA) CUSPIA NO CHÃO


Não sei se a culpa é do mundo da moda ou das reformas ortográficas, mas o fato é que extinguiram vários apelidos que na minha infância eram comuns, como o Cu-de-mola, o Chico-orelha (esse eu tive!), o Pissa-floxa (aqui floxa é sinônimo de frouxa), o Jaspion, o Orelha-de-bater-palma-em-comício (esse eu também tive!!), o Boca-de-vala, a Maçaneta-de-banheiro-público, o Cara-de-cadela, a Motosserra, a Rita-zero-hora, a Vera-motocão, o Pé-de-pau (esse aí, muito perigoso por sua cacofonia tragicômica), entre tantos outros...
Também as crianças não brincam mais nas ruas, não atiram de bodoque, não brincam de cabra-cega, não jogam futebol nas calçadas, não fazem guerra de bosta... A gurizada não se reúne mais pra escutar som, pra comer pipoca, pra contar histórias, pra dar uma banda de bici ou dar uma volta no quarteirão e depois parar na esquina e ficar rateando. Aliás, muita gente fica rateando, mas poucas acerca de um assunto interessante.
Mas o fato é que o mundo gira e eu não sei (nem quero saber) onde ele vai de fato parar... é que me deu uma saudade de ser moleque...

EU E O PAPA


Longe de mim querer atiçar a igreja católica com minha vara curta, mas hoje, enquanto fazia minha mudança, o velho Cunha, motorista do caminhão, lançou uma reflexão popular interessantíssima segundo a qual o papa, não especificamente o fracote homem de branco, mas a figura pontífice, seu cargo, ações e poderes que nortearam a história da instituição referida, o papa como representante-mor dos massacres contra nossos índios e outros vários povos do mundo, o papa como mandante de tantas cremações na Santa Inquisição, o papa como grande expoente da maior proprietária de terras do mundo, como o poderoso falsificador e transformador de muitos escritos sagrados e da própria imagem física de Jesus, enfim, ele mesminho, o papa, seria o próprio anti-Cristo, tão "procurado" na história humana...
Ora pois, eu acredito que é muito mais fácil identificar anti-Cristos do que Cristo, que foi um grande revolucionário negro, que fazia os cegos do sistema opressor entenderem a submissão a que eram acometidos e já espalhava o comunismo utópico, o reiki e a responsabilidade planetária por aí... E a gente encontra vários Cristos e anti-Cristos pelas ruas, disso eu tenho absoluta certeza.
Agora, se o papa e sua igreja (que nunca fora de Cristo, cabe ressaltar) estão mais pra Cristo ou para anti-Cristo, cada um que avalie. Mas se quando eu morrer, eu encontrar o papa pela estrada, que eu não vou andar com ele, ah... isso eu não vou.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

SPINOZAMÓVEL


Spinoza, kin Sol lunar 80, mostrou monisticamente que, da substância una das coisas, que continha inclusive seu judaísmo (que mais tarde o expurgara), seu latim, sua Holanda e tais, tudo derivava.
Acredito aqui, ante um céu repleto de estrelas, que também somos mais uma que brilha por aí, na vastidão do cosmos, e que na imediata estrada das oitavas energéticas nos definimos na fisiologia que o espelho revela, desenhada pela caneta de gens e forças.

***

Mas na verdade, se é que essa palavra, verdade, seja usual e prática e consistente, ando pensando muito e falando pouco, pois cada conclusão reprime outras nas curvas sinuosas das certezas. E desta estrada, que em muito se anda e pouco se chega, onde as referências se quebram e os destinos se refazem, leva-se apenas o entendimento que o caminho é válido e a chegada, inoportuna.

***

Engana-se quem acha que já pode desligar o carro.

EU ERA UM LOBISOMEM JUVENIL


Luz e sentido e palavra
Palavra é o que o coração não pensa...

Ontem faltou água
Anteontem faltou luz
Teve torcida gritando quando a luz voltou
Não falo como você fala
Mas vejo bem o que você me diz...

Se o mundo é mesmo
Parecido com o que vejo
Prefiro acreditar
No mundo do meu jeito
E você estava esperando voar
Mas como chegar até as nuvens
Com os pés no chão???

O que sinto muitas vezes
Faz sentido e outras vezes
Não descubro um motivo
Que me explique porque é
Que não consigo ver sentido
No que sinto, o que procuro
O que desejo e o que faz parte
Do meu mundo...

O arco-íris tem sete cores
E fui juiz supremo
Vai, vem embora, volta
Todos têm, todos têm
Suas próprias razões...

Qual foi a semente que você plantou?
Tudo acontece ao mesmo tempo
Nem eu mesmo sei direito
O que está acontecendo
E daí, de hoje em diante
Todo dia vai ser
O dia mais importante...

Não digo nada
Espero o vendaval passar
Por enquanto eu não sei
O que você me falou
Me fez rir e pensar
Porque estou tão preocupado
Por estar
Tão preocupado assim...

Mesmo se eu cantasse
Todas as canções
Todas as canções
Todas as canções
Todas as canções do mundo
Sou bicho do mato...

MÁXIMA DA FÉ


Cada um é sua própria igreja.