
Eu vi uma notícia que dois vendedores de guarda-chuvas se agrediram e um matou o outro com a ponta do sombreiro.
Crã!
E então eu fiquei pensando acerca da paixão que o homo sapiens nutre pela violência e morte.
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O telejornal, logo depois do bom-dia, já noticia uma tragédia.
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Em todos os lugares, as pessoas comentam as atualizações da última chacina que é destaque em todas as mídias. Detalhes sórdidos do psicopata... como dormia, o que comeu na última noite... as cartas que deixou... a bala onde entrou... reconstituições computadorizadas... impressões das famílias das vítimas... todos os pormenores que possam fazer a humanidade sorrir com sangue na boca.
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E boa noite!
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E então só se fala numa nova campanha de desarmamento...
Mas o homem não precisa se livrar das armas: o homem tem é que se livrar dos medos.
Sem medo, as armas não prestam pra nada.
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E eu não sei se o verdadeiro psicopata foi o que apertou o gatilho ou se é o Willian Bonner e a Fátima Bernardes.
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